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Sobre a escrita, o tempo, memórias, histórias, e saudade!

  • Fernanda Crosara
  • 31 de out. de 2016
  • 2 min de leitura

Escrita. Essa que diz mais de nós que de qualquer outra coisa. Escrita. Essa tentativa de que a vida seja descrita. Descrição que nos dê alguma explicação, simbolização, compreensão. De que sentimento vire palavra. Que história vire poesia. Dor vire saudade. Lembranças, registro. Escrita. Na pedra. No papel. No teclado. Na alma.


Tempo. Esse que passa mesmo com o relógio parado. Esse que é ao mesmo tempo avassalador e calmaria. O que não se apreende mas se mede. O que nos divide em passado presente e futuro. E que portanto faz marcas de memórias em nós.


Memórias. Essas que presentificam o que passou. Trazem a tona mais que acontecimentos. Presentificam cheiros, afetos, toques, sons, sorrisos e lágrimas. Preenchem alguns espaços da nossa história. Aquela que mistura prazer e falta. Sonho e pesadelo. Aquela que se abriga em alguns cantos de casa e também fazem morada em alguns dos cantinhos dentro de nós. Essa que trás consigo histórias toda vez que chega em casa.


Histórias. Narrações de pedaços da vida. Nem sempre são contos com começo, meio e fim. As vezes cessam com um ponto final, outras com um ponto de interrogação e tantas outras com reticências. Histórias. Capítulos de vida. Com personagens, enredo, cenário, figurino e autor. Ou autores. E também atores. História se escuta, se conta, se canta e se encanta e des-encanta. Se escreve. E que mesmo sendo a mesma, é diferente pra cada um que conta e escreve. Essas muitas histórias que trazem consigo saudade.


Saudade. Essa que tem nome, endereço, telefone, mas que as vezes muda de casa, de nome, de intensidade, de sentido. Essa que chega com o tempo, por uma memória, que lembra uma história e faz presente esse sentimento aqui.


E no meio de minhas escritas há um pouco de você. Carrego nos bracos seus abraços e aquela eternidade que não quero que caiba em palavra alguma. Não te vejo mais no mundo, mas te encontro em vários lugares dentro de mim.


Você que ficou no tempo, você que é um dos lugares mais bonitos que minha memória visita, você que faz parte da minha história e você que há dois anos virou pura saudade.


Por fim descobri que você nunca se foi. Você ficou.. transformada em mil coisas diversas e especiais. Simples, delicada, mas de uma intensidade imensurável.

Minha querida!

Ao nosso tempo, nossas memórias, nossas histórias e a você que é minha doce saudade!

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